Apesar dos fortes rumores e até de uma versão do texto de um suposto projeto de lei para expropriar a petrolífera YPF, ainda não foi desta vez que a presidente argentina, Cristina Kirchner, anunciou decisão sobre a companhia. Após reunião mantida com os governadores das províncias produtoras de petróleo e gás, na noite desta quinta-feira, o governo não emitiu nenhuma nota sobre o encontro. Na saída da Casa Rosada, o governador de Jujuy, Eduardo Fellner, foi o único que falou sobre o assunto. Segundo ele, foram analisadas as revogações de concessões de áreas e as informações sobre expropriação da YPF “são apenas versões”.

Ele disse que a reunião já estava marcada havia duas semanas e que o propósito era comunicar formalmente à presidente sobre as áreas da YPF, Petrobras, Tecpetrol e Argenta Argentina, que tiveram suas concessões revogadas. Fellner afirmou que a presidente está de acordo com as medidas das seis províncias de retirar as concessões de aproximadamente 20 áreas, por causa da falta de investimentos para desenvolvê-las.

Na última quarta-feira, o governador de Neuquén, Jorge Sabag, disse à imprensa que o governo havia decidido transformar a YPF em uma empresa de sociedade mista, com controle estatal e diretoria composta por representantes das províncias. A notícia gerou forte expectativa no setor e nos mercados. À noite, porém, a presidente frustrou as expectativas ao não mencionar a companhia em discurso público.