Nos próximos três meses deverá haver uma verdadeira temporada de leilões federais na área de infra-estrutura, incluindo a aguardada licitação da usina hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, e o polêmico leilão de concessão de rodovias federais. Se o cronograma do governo for mantido, até o fim de novembro serão realizados pelo menos oito grandes leilões. De acordo com as estimativas divulgadas até agora pelo governo, as licitações deverão alavancar investimentos de mais de R$ 30 bilhões a médio e longo prazos.

O bom resultado desses leilões é considerado importante pelo governo e pode retirar a infra-estrutura do atoleiro onde se encontra, possibilitando ao País taxas mais robustas de crescimento econômico. As hidrelétricas do Rio Madeira, por exemplo (além de Santo Antônio, uma segunda usina, a de Jirau, será leiloada no ano que vem) são fundamentais para evitar o risco de apagão na próxima década. Juntas, elas deverão produzir quando prontas 6.450 MW, metade da potência de Itaipu.

O primeiro desses grandes leilões deve ser o da Ferrovia Norte-Sul. Ainda não há uma data fechada, mas a expectativa é de que a licitação ocorra ainda em setembro. O lance mínimo para arrematar a Norte-Sul será de R$ 1,4 bilhão.

O vencedor ganhará o direito de operar, por 30 anos, os 750 quilômetros da ferrovia, de Açailândia (MA) a Palmas (TO). Em um primeiro momento, o concessionário vai operar apenas os 360 quilômetros que já estão prontos, de Açailândia até Araguaína (TO).

Os recursos arrecadados no leilão serão aplicados pelo governo na conclusão da linha até Palmas, ficando as obras a cargo da estatal Valec. Depois que a obra estiver pronta, o vencedor do leilão passará a administrar todos os 750 quilômetros da ferrovia. ?Nossa estimativa é de que a Norte-Sul chegue a Palmas em 2009?, disse o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo