Brasília – As festas em comemoração ao Dia do Trabalho devem ter conotação mais partidária neste ano em relação aos anteriores. A manifestação da Força Sindical será comandada por seu presidente, Paulo Pereira da Silva, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PDT, que promete severas críticas ao governo Lula.

Do outro lado, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que ajudou a eleger Lula, espera sua presença no palco que montará na Avenida Paulista, mas avisa que também não poupará cobranças, principalmente em relação ao desemprego e baixa renda.

O presidente da CUT, Luiz Marinho, esteve sexta-feira com Lula em Brasília e disse que ele manifestou “vontade” de participar do evento da Central, mas ainda não confirmou presença. Paulinho, por sua vez, disse que não convidará o presidente para sua festa na Praça Campo de Bagatelle, zona norte de São Paulo. “Vamos dar um pau no governo”, antecipa o sindicalista, que terá em seu palco o presidente de honra do PDT, Leonel Brizola.

Festas parecidas

A CUT, que vinha promovendo manifestações regionais, decidiu fazer um evento único, na Avenida Paulista, e adotou estratégia parecida à usada pela rival há alguns anos. Vai levar artistas populares, que farão shows. Eles também devem participar da festa da Força, mas vão cantar em playback (com gravação).

A CUT espera reunir 1 milhão de pessoas. A Força Sindical espera 1,5 milhão de pessoas, público que vem se repetindo nos últimos dois anos. Boa parte dos temas políticos que serão abordados terá a mesma conotação nas duas festas. Mais empregos, melhores salários, redução de juro, criação de frentes de trabalho e redução da jornada de trabalho.