Brasília – O setor público consolidado (União, estados, municípios e estatais) pagou em janeiro quase R$ 18 bilhões de juros da dívida. No mês passado, essa despesa somou R$ 17,928 bilhões. Apesar de todo o esforço para realizar um superávit, ele não foi suficiente para cobrir os juros, já que as receitas menos despesas, excluindo gastos com juros (o chamado superávit primário) foi de R$ 3,066 bilhões, queda de 73% na comparação com o mês de janeiro do ano passado, quando ficou em R$ 11,373 bilhões.

Toda a economia realizada pelo governo no mês de janeiro equivale a 1,84% do PIB (Produto Interno Bruto) projetado para o ano. A meta de 2006 é de 4,25%. No ano passado, com a mesma meta, o governo fez 4,84%. Já no acumulado de 12 meses, o superávit está em 4,37% (85,199 bilhões).

Assim, o baixo superávit não foi suficiente para cobrir as despesas com juros, por isso o déficit nominal – receitas menos despesas, incluindo gastos com juros – foi de R$ 14,861 bilhões em janeiro.

Contribuições

O governo federal foi o que mais contribuiu para a economia do ano, com R$ 3,311 bilhões. Já os governos regionais (estados e municípios) fizeram um superávit de R$ 2,641 bilhões. Por outro lado, as estatais tiveram um déficit de R$ 2,885 bilhões.

Em janeiro, a relação entre a dívida e o PIB ficou estável em relação a dezembro, em 51,6% (R$ 1,014 trilhão).