Os quase 500 funcionários da unidade de Araucária da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Indústria Nacional de Laminados (Inal), empresa que presta serviços terceirizados dentro da CSN, entram hoje no sétimo dia de greve. Os empregados querem a equiparação dos salários e outros benefícios em relação à unidade de Volta Redonda (RJ) da companhia. Os grevistas prometem para hoje de manhã a interdição da rodovia PR-423, localizada em frente à empresa, como forma de protestar contra a indecisão da CSN de resolver o impasse.

Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico da Grande Curitiba, ontem foi realizada uma reunião entre a entidade e representantes da diretoria nacional da CSN, mas as negociações não avançaram. A empresa alegou que precisa resolver outras pendências em Volta Redonda antes de atender as reivindicações da unidade de Araucária, conforme o sindicato. Os funcionários querem o pagamento imediato de R$ 1 mil de participação dos lucros da empresa para dar fim à greve. O pedido não foi aceito.

Os grevistas também exigem a equiparação dos salários e benefícios em comparação com os empregados de Volta Redonda. De acordo com o sindicato, eles solicitam o aumento dos valores dos adicionais noturnos (em Araucária são de 20%, enquanto no Rio de Janeiro são de 40%) e das bonificações das férias (33% contra 70% recebidos em Volta Redonda), além do adiantamento do 13.º salário e o pagamento sobre periculosidade e insalubridade, entre outros.

Empresa

A direção da CSN informou ontem, através de nota à imprensa, que ?diante da ilegalidade do movimento, a empresa irá descontar os dias parados e tomará medidas para a cobrança da multa determinada pela Justiça e devida pelo sindicato.? A empresa informou, ainda, que a paralisação não representou impacto significativo na operação da unidade e lembrou que uma nova reunião entre a direção da empresa e os funcionários foi agendada para o próximo dia 18. (Joyce Carvalho)