São Paulo

(AE) – Aproximadamente 560 caminhões estavam parados ontem nas fronteiras do Brasil com a Argentina, em Foz do Iguaçu e Uruguaiana (RS) por causa do protesto dos fiscais da Receita Federal nas alfândegas. O cálculo é da Associação Nacional do Transporte de Cargas (NTC).

Os fiscais estão realizando operação-padrão desde abril, provocando atrasos na liberação de cargas nos portos, aeroportos estações aduaneiras e alfândegas do Brasil.

Segundo a assessora técnica da área internacional da NTC Sônia Rotondo, o prejuízo com cada caminhão parado com carga de exportação pode chegar a US$ 250 por dia, em gastos com seguro, diária para o motorista e combustível. Os transportadores perdem também as cargas de retorno já contratadas. Os atrasos são atualmente de até três horas na importação e exportação.

Na exportação, um caminhão está levando até cinco horas para passar, quando normalmente demora três. Na exportação, o prazo, de 12 horas, foi estendido para cerca de 15 horas.

Canal verde

Segundo Sônia, os transportadores ligados à NTC reclamam que está havendo demora na liberação dos documentos até mesmo quando o caminhão entra no chamado canal verde, que prevê a passagem sem fiscalização rigorosa. “Todo o trânsito aduaneiro está sendo prejudicado”, conta.

A NTC enviou no dia 17 um documento ao secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, pedindo providências para resolver o problema. Os auditores condicionam o fim do protesto à aprovação, pelo Congresso Nacional, de um projeto de lei alterando Medida Provisória que trata da reestruturação de carreiras de auditor da Receita Federal. A votação no Congresso ficou para a próxima semana.