O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou baixa de 0,50% em setembro ante agosto, a quarta consecutiva na margem, na série com ajuste. Em agosto, o recuo foi de 0,76%; em julho, de -0,13% e, em junho, de -0,92% (dados já revisados e divulgados nesta quarta-feira, 18, pelo Banco Central).

O resultado negativo ficou exatamente no mesmo porcentual da mediana de -0,50% das estimativas apuradas pelo AE Projeções com 25 instituições financeiras. O intervalo dessa amostragem ia de -1,20% a -0,03%. O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

O indicador passou de 139,82 pontos (dado revisado) em agosto na série dessazonalizada para 139,12 pontos em setembro. Na série observada, é possível identificar um recuo de 2,76% nos 12 meses encerrados em setembro. No acumulado deste ano até setembro, a retração acumulada já está em 3,38%.

Na comparação entre os meses de setembro de 2015 e de 2014, houve diminuição de 6,18% também na série sem ajustes sazonais. Na série observada, setembro encerrou com o IBC-Br em 140,37 pontos ante 142,91 pontos de agosto (dado revisado).

O indicador de setembro de 2015 ante o mesmo mês de 2014 também mostrou um resultado muito próximo ao apontado pela mediana (-6,10%) das estimativas de 23 analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções. O intervalo esperado para esse indicador ia de -7,20% a -4,90%.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC revisou sua previsão de queda para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 de -1,1% para -2,70%. No Relatório de Mercado Focus da última segunda-feira, a mediana das expectativas para o PIB estava negativa em 3,10% para este ano.