A indústria cresceu 2,1% no segundo trimestre em comparação com o primeiro, de acordo com a pesquisa do Produto Interno Bruto (PIB) divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na mesma comparação, a agropecuária caiu 0,1% e o setor de serviços, o de maior peso no PIB, teve expansão de 1,2%. O indicador geral registrou alta de 1,9% no segundo trimestre, confirmando que o Brasil saiu da recessão técnica.

 

De abril a junho deste ano, em relação ao mesmo período de 2008, a indústria desabou, com queda 7,9%, enquanto a agropecuária registrou queda de 4,2%. Já o setor de serviços cresceu 2,4% em relação ao segundo trimestre de 2008.

No primeiro semestre de 2009, em comparação com igual período do ano passado, o PIB da indústria caiu 8,6%, o da agropecuária apresentou queda de 3,0% e o dos serviços cresceu 2,1%. Nos 12 meses encerrados em junho, o desempenho da indústria foi negativo em 3,0%, o da agropecuária foi positivo em 0,2% e o setor de serviços mostrou expansão de 3,1%.

 

Consumo das famílias

O consumo das famílias no segundo trimestre cresceu 2,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior, informou o IBGE. Em relação ao mesmo período do ano passado, o consumo das famílias aumentou 3,2%. No total do primeiro semestre, houve expansão de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Nos 12 meses encerrados em junho, o consumo das famílias teve ampliação de 3,5% na comparação com igual período anterior.

O IBGE registrou queda de 0,1% para o consumo do governo no segundo trimestre, na comparação com o primeiro trimestre deste ano, e crescimento de 2,2% na comparação com o segundo trimestre de 2008. No primeiro semestre, o consumo do governo subiu 2,5% em relação a igual período de 2008 e 4,2% nos 12 meses encerrados em junho.

 

Investimentos

Os investimentos, ou Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), ficaram estáveis no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses do ano, informou o IBGE. Na comparação com o segundo trimestre de 2008, houve queda de 17%. No primeiro semestre, a FBCF acumulou queda de 15,6% na comparação com igual período de 2008. Nos 12 meses encerrados em junho, houve redução de 2,2%. A Formação Bruta de Capital Fixo é constituída principalmente por máquinas e equipamentos e pela construção civil.

A taxa de investimento (FBCF/PIB) ficou em 15,7% no segundo trimestre. No segundo trimestre de 2008 havia ficado em 18,5%. A taxa de 15,7% é a menor apurada em um segundo trimestre desde 2003. Na média do primeiro semestre, a taxa de investimento foi de 16,1% – no mesmo período do ano passado, havia sido de 18,5%.

A taxa de poupança (poupança/PIB), por sua vez, foi de 15,0% no segundo trimestre e, no primeiro semestre, ficou em 13,1%. No segundo trimestre de 2008, havia sido de 19,0% e, no primeiro semestre do ano passado, de 17,2%.