O Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) discorda da postura do governo federal ante as barreiras internacionais à importação do aço. De acordo com o vice-presidente executivo do instituto, Marco Polo de Melo Lopes  depois que os EUA criaram sobretaxas para a importação do aço, e a Europa criou barreiras tributárias para o produto, o governo deveria aumentar as alíquotas de importação para proteger o mercado brasileiro.

Durante entrevista concedida esta manhã à Rádio Eldorado AM/FM de São Paulo, Lopes afirmou que tanto o IBS como o governo temem o risco de o País sofrer uma invasão dos excedentes do mercado do aço. A discordância está nas medidas em que ambos acreditam ser as mais eficazes para evitar essa invasão. ?Nós concordamos no risco de que existem excedentes volumosos no mundo girando em torno de 20 milhões de toneladas (de aço) destinadas aos mercados que se fecharam e que, no momento, procuram portas abertas para entrar. Quanto à medida a ser tomada é que nós discordamos do governo. Porque nós entendemos, da área privada, que as alíquotas de importação deveriam ser aumentadas, em caráter preventivo, temporário, e o governo entende que através do monitoramento que está sendo realizado há condições de imediato de se tomar medidas que impeçam a entrada de fluxos indesejados no País?, explica.