Apesar da continuidade da elevação do dólar, os preços dos produtos básicos que mais afetam a inflação no Brasil caíram em dezembro, depois de três meses consecutivos de alta. A taxa do segmento de commodities medida pelo Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) registrou queda de 1,24% no mês passado na comparação com novembro – o índice passou de 151,32 pontos para 149,44 pontos no período. Em setembro, o IC-Br subiu 1,01%, após cinco meses seguidos de queda e, em outubro, apresentou uma alta ainda maior, de 5,02%. Em novembro, a alta foi de 3,04%.

O índice mais elevado da série histórica do Banco Central, iniciada em janeiro de 1998, foi registrado em março deste ano, quando estava em 151,90 pontos. Em agosto, a queda foi de 1,34%; em julho, o BC havia computado um recuo de 1,85% na margem e, no mês anterior, uma baixa de 1,51%. De abril para maio a deflação foi de 1,96%.

Nos últimos três meses encerrados em dezembro, a alta está em 6,88% e, no ano, em 5,47%. Em termos de comparação, o BC registra em seu documento que o indicador internacional de commodities, o CRB, subiu 1,40% na comparação mensal, 5,17% na trimestral e 9,26% no ano.

No mês passado, houve avanço de preços no segmento agropecuário. Itens como carne de boi, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café, arroz e carne de porco, entre outros, aumentaram 0,99% ante novembro. No ano, a alta foi de 12,32%.

O preço de metais, entre eles alumínio e minério de ferro, teve queda de 1,25% no mês, mas alta de 5,00% em 2014. Já o grupo energia registrou forte queda de 13,02% na comparação mensal e baixa de 23,22% no ano. Neste segmento, estão inclusos preços de petróleo, gás natural e carvão.