O ingresso de fluxo de capitais, conjuntamente com os superávits comerciais e em transações correntes, é um fator que está contribuindo para a valorização do real ante o dólar, mas "tem sido altamente minimizado como papel determinante", na avaliação do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

"O Brasil presencia um boom de fluxos de capitais, o que é positivo, mas, em virtude da alta velocidade desse processo, apresenta o fator negativo que é puxar o valor da moeda nacional para níveis muito altos, encarecendo a produção brasileira", afirma o Iedi, destacando que entre janeiro e abril o principal responsável pela intensificação dos fluxos de capitais para o País tem sido o crescimento das linhas de crédito de curto prazo pelos bancos brasileiros no exterior.

O Iedi salienta, porém, que o Investimento Estrangeiro Direto (IED) e o investimento em portfólio também apresentam crescimento, contribuindo para o superávit da conta financeira. "Além da manutenção da situação de liquidez internacional abundante em 2007, as expectativas de maior crescimento econômico brasileiro e de obtenção pelo País do investment grade (grau de investimento) constituem itens fundamentais para compreendermos o recente boom dos fluxos de capitais.

O instituto acrescenta ainda que os fluxos atraídos pelo diferencial de juros também crescem pela redução do ritmo de corte da Selic e pela continuidade da tendência de queda do risco país no mercado internacional.