A inadimplência entre as empresas aumentou 8,9% em janeiro deste ano na comparação com dezembro último, quando havia registrado queda de 4,2% em relação a novembro. Os dados fazem parte do levantamento de registros de cheques devolvidos, títulos protestados e dívidas vencidas feito pela Serasa. Entretanto, excluindo o efeito sazonal (específico do mês), as empresas apontam queda de 6,7% na inadimplência.

Na avaliação dos técnicos da Serasa, a inadimplência entre as empresas em janeiro apresenta um comportamento típico de início de ano, período em que o volume de pagamentos supera as receitas. Entretanto, os dados dessazonalizados sugerem que o desaquecimento da economia, por conta da política monetária, ainda não se refletiu nos indicadores de inadimplência.

?Isso ocorre porque o bom desempenho econômico dos últimos meses, puxado pelo aumento do consumo, ainda tem permitido que as empresas administrem seu fluxo de caixa de forma adequada?, divulgou a Serasa.

Títulos protestados lideram

De acordo com a Serasa, os títulos protestados, embora venham apresentando queda na representatividade da inadimplência das empresas, ainda registram a maior participação, com um peso de 42,5% em janeiro de 2005.

No mesmo mês do ano passado, os títulos protestados representavam 46%, enquanto que em janeiro de 2003 eram responsáveis por 49,2% da inadimplência de pessoas jurídicas.

Os cheques devolvidos por falta de fundos aparecem com o segundo maior peso no indicador, com uma participação de 38,8% em janeiro de 2005, contra 38,4% em igual mês do ano passado e 35,8% em janeiro de 2003.

A menor contribuição veio das dívidas registradas junto aos bancos, que em janeiro deste ano representaram 18,8% da inadimplência entre as pessoas jurídicas. Apesar disso, a participação dessa categoria de dívida na inadimplência é superior à verificada em 2004 (15,6%) e em 2003 (15%).

No primeiro mês deste ano, o valor médio das anotações negativas de cheques sem fundos de pessoas jurídicas atingiu R$ 1.194,79. Já os títulos protestados registraram valor médio de R$ 1.372,31 e o valor médio das dívidas registradas com os bancos foi de R$ 3.727,80.