O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE) para o Brasil caiu 1,7% entre novembro e dezembro, para 101,2 pontos, divulgaram nesta quarta-feira, 18, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e o Conference Board.

As instituições ainda informaram que sete dos oito componentes da pesquisa contribuíram para a queda do IACE em dezembro e que somente a taxa de juros SWAP de 360 dias teve variação positiva.

Em contrapartida, o Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE), que mede as condições econômicas atuais, avançou 0,3% em dezembro e alcançou a marca de 97,8 pontos. Considerando os dados revisados, a elevação do mês passado sucede a alta de 0,5% em novembro e uma queda de 0,4% em outubro.

“A queda do IACE em dezembro representa antes de tudo a adequação das expectativas após o período em que se elevaram prematuramente ao longo de 2016”, afirma Paulo Picchetti, pesquisador do Ibre/FGV. No entanto, ele diz que o ICCE já sinaliza, que passado esse ajuste das expectativas, os fundamentos começam a apontar uma recuperação da atividade econômica. “Ainda que inicialmente suave”, acrescenta Picchetti.

O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. Segundo as instituições, a agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados “ruídos”, colaborando para que a tendência econômica efetiva seja encontrada.