O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) reduziu o ritmo de alta e fechou a terceira prévia de agosto em 0,21%, índice 0,05 ponto percentual abaixo da apuração anterior. A pesquisa realizada pelo pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que três dos sete grupos pesquisados apresentaram deflação: vestuário (-0,62%), educação, leitura e recreação (-0,04%) e despesas diversas (-0,14%).

Aumentos em índices menores do que na segunda prévia do mês foram registrados em mais três grupos de despesas. A principal colaboração para o resultado do período foi a dos gastos com habitação que subiram em média 0,44% ante 0,57%. Essa oscilação teve a influência da tarifa de energia elétrica, com alta de l,73%, índice inferior à medição passada (2,87%).

Em saúde e cuidados pessoais a taxa passou de 0,20% para 0,10%. Neste caso, a diminuição do ritmo de correções é resultado da média de preços dos artigos de higiene e cuidados pessoal, que ficaram 0,23% mais baratos. O outro grupo que passou a pesar menos no orçamento das famílias foi transportes, que apesar de indicar variação positiva (0,31%) está em movimento decrescente Na segunda prévia havia subido 0,34% .

Os itens alimentícios foram os únicos com maior velocidade de alta (0,23% ante 0,12%). Essa elevação foi provocada pelos preços de produtos in natura, especialmente as frutas, que aumentaram 6,94%. No período anterior, a alta havia sido de 5,16%.