A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou em abril alta de 0,87%, superior à taxa de março, que foi de 0,61%. Já na Grande Curitiba, o IPCA caiu de 0,85% em março para 0,58% em abril, representando o quinto menor índice entre as 11 regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em Curitiba, os grupos que mais pressionaram a inflação em abril foram Vestuário e Saúde e Cuidados pessoais, com aumento de 1,50% e 1,45%, respectivamente. No segmento Vestuário, os itens que mais aumentaram foram roupa infantil (2,87%), roupa feminina (2,49%) e roupa masculina (1,23%). Os preços dos alimentos também pesaram no bolso do consumidor, com elevação de 0,99%. Nesse grupo, destaque para as hortaliças e verduras, que subiram 17,45% na Região Metropolitana de Curitiba, contra 5,11% em nível nacional.

Houve alta ainda no grupo Artigos de Residência (0,41%), Transporte (0,27%) e Habitação (0,01%). Na outra ponta, aparece com queda o grupo Educação (-0,05%). Dentro do grupo transporte, um dos itens que fez com que a inflação da RMC fosse menor do que as demais capitais foi o transporte público, que registrou queda de 0,01% em Curitiba, por conta da tarifa domingueira – tarifa de R$ 1,00 aos domingos e feriados, contra R$ 1,90 em dias úteis.

Já em nível nacional, a alta foi influenciada pelos reajustes das tarifas dos ônibus urbanos (2,57%), dos remédios (3,26%), da energia elétrica (2,22%) e também dos preços dos alimentos (0,81%). Também subiram os preços da gasolina (0,42%), do álcool combustível (0,51%) e do gás de cozinha (0,20%).

O IPCA é usado pelo Banco Central para fixar as metas inflacionárias. Em abril, o maior índice regional foi registrado em Porto Alegre (1,87%) e o menor em Salvador (0,22%).

Com o resultado de abril, o IPCA acumula nos quatro primeiros meses do ano alta de 2,68%, acima do percentual de 2,23% registrado no mesmo período de 2004. Nos últimos 12 meses, o índice foi de 8,07%, superior aos 12 meses imediatamente anteriores (7,54%). Em abril do ano passado, a taxa foi de 0,37%.

O índice se refere a famílias com rendimentos mensais entre um e 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e de Goiânia.