A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) ficou em 0,24% em julho, ante 0,29% em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação acumulada de janeiro a julho é de 2,42%. No período de 12 meses, o IPCA-15 registra alta de 3,71%.

O grupo de produtos de alimentação e bebidas, cujos preços subiram em média 1%, contribuiu sozinho com 0,21 ponto porcentual do IPCA-15 de julho. Segundo o IBGE, a pressão de alta foi exercida principalmente por leite e derivados, cujo aumento chegou a 9,25%. O leite pasteurizado subiu 14,43% e já acumula alta de 33,57%. Em julho, o leite em pó ficou 6,68% mais caro e os preços dos queijos subiram 3,75%.

O consumidor também passou a pagar mais caro por outros alimentos, com destaque para o feijão carioca (10,97%), ovos (5 35%). Subiram, ainda, os preços do feijão preto (1,81%), pão francês (1,54%), óleo de soja (1,39%), carnes (1,17%) e frango (1,16%).

Ainda de acordo com o IBGE, os preços de produtos não alimentícios permaneceram praticamente estáveis, variando apenas 0,04% de um mês para o outro. As contas de energia elétrica tiveram redução de 1,19% e ficaram com a mais forte contribuição negativa no mês (-0,04 ponto percentual). Os combustíveis também registraram queda de 0,04 ponto percentual de contribuição no IPCA-15 de julho (redução de 0,84% nos preços).

De acordo com o IBGE, a queda na tarifa de energia foi causada, principalmente, pelas tarifas da região metropolitana de São Paulo , que ficaram 12,66% mais baratas desde 4 de julho, resultando em queda de 2,90% na conta média do paulistano.

O litro do álcool combustível ficou 8,11% mais barato, com reflexo sobre a gasolina , que teve queda de 0,23%. Outros itens também tiveram queda, como os remédios (-0,33%). "Os artigos de vestuário se destacaram pela grande redução no ritmo de crescimento de preços de junho (1,08%) para julho (0,17%) em razão das promoções típicas deste período do ano", destacou o IBGE.