Calculado pelo Ipardes, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Curitiba para famílias que recebem de 1 a 40 salários mínimos subiu 0,39% no mês de novembro, em relação a outubro. Este valor foi 0,15 ponto percentual menor que o aferido em novembro de 2010, quando a variação foi de 0,54%. O acumulado do ano está em 5,19% e o dos últimos doze meses, em 5,91%. Em novembro do ano passado, os acumulados foram de 4,38% e 4,93%, respectivamente.

Os grupos que mais contribuíram para o IPC de novembro foram Habitação, Transporte e Comunicação, Despesas Pessoais e Vestuário.

Com aumento de 0,82%, Habitação foi o grupo com maior contribuição no resultado geral. O item aluguel de moradia (que desde julho vem apresentando alta) e a taxa de condomínio promoveram a aceleração. Suas variações foram de 1,41% e 1,59%, respectivamente.

O grupo Transporte e Comunicação, que havia sofrido forte desaceleração em outubro, teve alta impulsionada pelos aumentos em conserto de veículos (1,42%), seguro voluntário de veículos (5,50%) e álcool combustível (1,81%).

O grupo Despesas Pessoais apresentou variação de 0,54%, com destaque para o aumento nos preços de casas noturnas (6,64%), CDs (5,04%) e serviço de diarista (1,43%). Os itens com queda foram brinquedos e jogos (-9,74%), instrumentos musicais/teclados (-14,87%) e decoração de festa de aniversário (-4,03%).

Com variação de 0,99%, o grupo Vestuário sofreu a influência do aumento de blusa feminina (12,84%) e camiseta masculina (10,27%). Ocorreram quedas em agasalho feminino (-11,45%) e agasalho infantil (-12,01%). Na comparação com outubro, o grupo apresentou uma forte aceleração devido à mudança de estação, que determinou aumentos significativos em itens do vestuário adulto, com exceção de agasalho.

O grupo Artigos de Residência teve queda de -0,39% em seus preços. As principais contribuições, com queda, foram em móvel para sala (-8,06%) e conserto de eletrodomésticos (-4,27%). Verificou-se alta em móvel para copa e cozinha (3,71%).

O grupo Alimentos e Bebidas teve variação de 0,13%, desacelerando os preços em relação a outubro, que variaram 1,35%. Isso porque a alimentação fora do domicílio não contribuiu tanto quanto em outubro. Os destaques, com alta de preços, foram tomate (14,59%) e refrigerante (2,63%). Com queda, leite pasteurizado (-2,87%), batata inglesa (-7,52%), pêssego (-31,75%), alface (-19,41%) e carne moída bovina de segunda (-10,45%).

Com variação de 0,15%, as principais contribuições do grupo Saúde e Cuidados Pessoais foram as quedas nos preços dos medicamentos analgésico e antitérmico (-5,35%), anti-infeccioso e antibiótico (-2,23%) e anti-inflamatório (-2,34%), além dos aumentos em tratamento dentário (1,82%) e lentes para óculos (4,86%).