O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo)-15 de outubro subiu para 0,90%, anunciou hoje (24) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em setembro, a alta do índice havia sido bem menor: 0,62%. No ano, a taxa do IPCA-15 ficou em 6,46% e, nos últimos 12 meses, em 8 10%. Os preços foram coletados entre 13 de setembro e 14 de outubro e comparados com os vigentes entre 14 de agosto e 12 de setembro.

O aumento de 9,17% nos preços do álcool combustível foi um dos principais fatores de pressão, enquanto diminuiu o impacto da alta do dólar, especialmente sobre os alimentos. Segundo o comunicado do IBGE, além do álcool, destacaram-se entre os produtos que contribuíram para a alta os aumentos das passagens aéreas (3,85%), artigos de higiene pessoal (3,14%), cigarros (2,67%), eletrodomésticos (2,20%), mobiliário (1,97%), TV e som (1,90%) e alimentos (1,77%).

Os alimentos registraram alta de 1,77%, taxa inferior aos 2,27% registrados em setembro, tendo em vista a menor intensidade do repasse do impacto do dólar sobre os preços de produtos como farinha de trigo (de 13,50% para 8,19%), macarrão (de 5,97% para 4,34% ), pão francês (de 7,12% para 1,99%) e carnes (de 4,68% para 0,85%). Quanto ao gás de cozinha, cujos preços foram reduzidos nas refinarias, houve 3,70% de queda nos pontos de distribuição ao consumidor.

O IPCA-15 se refere às famílias com rendimento entre 1 e 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

O índice é calculado segundo a mesma metodologia do IPCA  que tem coleta de preços realizada ao longo do mês civil. A diferença entre os dois índices está no período de coleta dos preços.