A prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de maio, divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 0,81% na Grande Curitiba, acima da média nacional de 0,70%. A variação apresentou queda em relação ao mês de abril (1,26%), mas no acumulado do ano, a capital ainda tem o maior índice – 4,46%.

Na prévia da inflação, o grupo Alimentos e bebidas apresentou alta de 1,20%. Dentro desse grupo o item que teve a maior alta em Curitiba foram os Tubérculos, raízes e legumes (12,17%), sendo que a batata-inglesa (24,69%) e a cebola (9,39%) responderam pelas maiores variações. A Alimentação fora do domicílio segue como a mais cara do País. A prévia de maio mostra alta de 1,50% neste item. Já em relação às Carnes, item que chegou a pressionar o IPCA e IPCA-15 no início do ano, registrou queda de 0,62%. O grupo que também apresentou queda foi Educação (0,02%).

No grupo Habitação, Curitiba teve variação de 0,57%; e Artigos de Residência tiveram alteração de 0,46%. Já Transportes, grupo que pressionou o índice nos meses anteriores, agora registrou variação de 0,90%. A alta foi menos intensa, mas em relação ao item Combustíveis, o índice chegou a 4,86%, sendo que o preço da gasolina aumentou 5,40%. No grupo Vestuário, a alta foi de 1,31%.

Os gastos com Saúde e cuidados pessoais registram evolução de 0,72%, principalmente em relação aos produtos farmacêuticos (2,94%). Já as Despesas pessoais tiveram crescimento de 0,92%, e em relação à Comunicação a alta do IPCA-15 foi de apenas 0,12%.

Nacional

O IPCA-15 apresentou variação de 0,70% no mês de maio, um pouco abaixo do resultado de 0,77% de abril. No acumulado do ano, a variação situou-se em 3,86 %, acima dos 3,16% referentes a igual período do ano anterior. Considerando os últimos 12 meses, o índice ficou em 6,51%, pouco maior que os 12 meses anteriores (6,44%). Em maio de 2010 a taxa havia ficado em 0,63%.

Dentre os índices regionais, o maior foi registrado em Goiânia (1,07%) tendo em vista a taxa de água e esgoto (2,49%), reajustada em 5,93% a partir de 1.º de maio, além da gasolina (6,71%), que impactou 0,43 ponto percentual o índice da área. O menor foi o de Belém (0,36%), onde os remédios apresentaram variação de 0,68%, a mais baixa de todas as regiões pesquisadas.

A diferença de 0,07 ponto percentual da taxa de abril (0,77%) para maio (0,70%) é explicada, principalmente, pelos grupos alimentação e bebidas, que passou dos 0,79% para 0,54%, e transporte, que, de 1,45%, foi para 0,93%.

O menor ritmo de crescimento nos preços do grupo dos alimentos (de 0,79% em abril para 0,54% em maio) se deveu aos produtos in natura e por aqueles consumidos fora do domicílio. O tomate ficou 9,18% mais barato no mês, assim como as frutas (-2,90%) e as hortaliças (-1,51%), que também tiveram reduções em seus preços. Nas refeições fora, item importante no orçamento das famílias, com peso de 4,54% no índice, a redução na taxa de crescimento foi significativa, passando dos 0,91% de abril para 0,47% em maio. Já os lanches consumidos fora, chegaram a apresentar queda de 0,63%, enquanto haviam subido 0,54% em abril.

No grupo transporte o índice variou de 1,45% em abril para 0,93% em maio, embora o preço do litro do etanol tenha diminuído substancialmente, ficando com variação de apenas 0,01%, enquanto a alta em abril atingiu 16,40%, o litro da gasolina, que já havia aumentado 4,28% em abril, subiu mais ainda em maio, 5,30%. Foi responsável por 0,21 ponto percentual de impacto, o maior do mês, representando 30% do IPCA-15. Com isto, a alta da gasolina chegou a 11,82% neste ano, influenciada pelo etanol, que a ultrapassou e atingiu 30,70%.

Apesar da redução no transporte e outros grupos, os produtos não alimentícios ficaram com 0,75%, praticamente repetindo o resultado de abril, quando haviam apresentado 0,76% de variação. Isto porque itens importantes mostraram alta no mês. É o caso dos remédios, cujo reajuste médio de 4,77% nos preços, concedido para vigorar a partir do dia 31 de março, resultou em um aumento de 2,77% em maio.

As contas de energia elétrica também passaram a custar mais, com alta de 1,14% após os 0,59% de abril, assim como as contas de água esgoto, que subiram 1,64% em maio, já tendo aumentado 1,06% em abril. Aluguel (de 0,76% em abril para 0,95% em maio) e condomínio (de 0,99% para 1,01%), despesas também ligadas à habitação aumentaram de um mês para o outro. Além disso, destacaram-se os salários com pagamento de empregado doméstico, que ficou com 1,14% em maio, após a variação de 0,54% de abril.

Confira os índices em todas as regiões pesquisadas:

Goiânia – 1,07%

Porto Alegre – 0,91%

Belo Horizonte – 0,85%

Salvador – 0,85%

Curitiba – 0,81%

Rio de Janeiro – 0,75%

Recife – 0,70%

Brasília – 0,65%

Fortaleza – 0,54%

São Paulo – 0,53%

Belém – 0,47%