O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) subiu 0,68% em outubro na Grande Curitiba, contra 0,36% de setembro, seguindo a tendência de boa parte das regiões avaliadas pela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A média nacional ficou em 0,75%, enquanto em setembro o IPCA brasileiro foi de 0,45%.

Os alimentos foram, de longe, os grandes responsáveis pela alavancada do índice e todo o Brasil, e na Região Metropolitana de Curitiba. “O impacto do grupo na composição do índice de outubro foi determinante”, aponta o chefe do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos. O IPCA curitibano no quesito alimentos passou de 1,14%, em setembro, para 1,95%, em outubro.

País

No âmbito nacional, a variação mês a mês teve uma diferença de 0,81%, com o IPCA saindo de 1,08%, no mês de setembro, para 1,89%, em outubro. Dentre os subitens avaliados no grupo dos alimentos, sem dúvida, foi o feijão carioca, tipo mais consumido no país, que puxou o índice para cima com o aumento nos preços da ordem de 31,42% somente em outubro. No acumulado do ano, o feijão carioca mais que dobrou, com alta de 109,78%.

No que se refere aos grupos não alimentícios, o etanol se destacou pela alta em várias regiões metropolitanas, inclusive, na de Curitiba e São Paulo que pertencem aos principais estados produtores do combustível.

A Grande Curitiba registrou alta de 8,39% no índice de outubro, e a região metropolitana de São Paulo observou um aumento de 9,49%. Mas houve cidades, no interior do País, em que a elevação foi ainda mais expressiva, como Goiânia, que fechou o índice de outubro em 15,17%.

“A entressafra é a principal razão apontada para a alta do etanol, porém, é importante verificar de que modo está se dando o repasse nos postos de combustíveis”, pondera Santos.

Acumulado

No acumulado do ano, fica clara a paridade entre o IPCA da capital paranaense e a média nacional. O Brasil registrou, até outubro, 4,38% de alta acumulada no IPCA. Curitiba apresentou uma taxa um pouco maior, de 4,94%. “Seguimos uma trajetória de preços no mês a mês que pode ser considerada normal e em sintonia com boa parte do País”, analisa o chefe do IBGE no Paraná.