O regulador financeiro do Japão afirmou nesta sexta-feira que encorajará os bancos do país a emprestar mais agressivamente para as empresas, mesmo caso elas não cumpram os critérios tradicionais de crédito. A recomendação é a mais recente medida para promover a tomada de risco e impulsionar o crescimento no país.

A Agência de Serviços Financeiros, presidida por Nobuchika Mori, adotou uma medida pouco usual para um regulador, ao posicionar-se contra padrões muito estritos para concessão de empréstimo. Em entrevista neste ano, Mori havia dito que os reguladores precisavam prestar mais atenção ao crescimento econômico e encorajar os banqueiros a prestar atenção a novos modelos de negócio.

O comunicado anual da agência sobre estratégia e prioridades, divulgado nesta sexta-feira, serve como um resumo da filosofia do chefe do órgão. O documento diz que muitos bancos japoneses competem para conceder empréstimos a poucas companhias com créditos muito bem avaliados, reduzindo as margens a níveis muito baixos.

“Conforme as taxas de juros de curto e longo prazo declinam, nós precisamos monitorar se o atual modelo de negócio dos bancos é sustentável no atual ambiente duro”, afirmou a agência.

A agência disse que, ao longo do próximo ano, monitorará se os bancos concedem empréstimos a companhias com potencial de crescimento mesmo se elas não tiverem os tradicionais sinais de bom crédito. Os bancos no Japão, particularmente fora das grandes cidades, lutam para impulsionar seus empréstimos. Os bancos regionais têm muitos depósitos, mas demanda fraca por empréstimos de indústrias locais, o que os leva a investir mais agressivamente em bônus estrangeiros.

Neste ano, os retornos de longo prazo têm recuado, após o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) introduzir taxas negativas de juros para certos depósitos mantidos pelos bancos comerciais. Os banqueiros têm dito que esse movimento do banco central prejudica seus lucros. Fonte: Dow Jones Newswires.