A piora no desempenho das bolsas de valores teve reflexo no mercado de juros, que fechou com taxas em alta. O volume de negócios, contudo, foi baixo, com os investidores cautelosos antes do discurso do presidente do banco central americano, Ben Bernanke, sobre inflação, que aconteceu na tarde desta terça-feira (10).

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010, o mais negociado hoje, terminou o dia com taxa de 10,73% ao ano, ante taxa de 10,66% ao ano no encerramento dos negócios na sexta-feira. Ontem a Bolsa de Mercadorias & Futuros, onde são negociados os DIs, não operou, pois São Paulo comemorava o feriado do Dia da Revolução Constitucionalista de 1932.

Os principais índices das bolsas de valores operam em baixa esta tarde, tanto em São Paulo como em Nova York. As ações norte-americanas sofrem com a fuga dos investidores para a qualidade: para se proteger de futuros problemas, os investidores retiram parte de seus recursos dos mercados de alto risco, como as bolsas, e os reaplicam em opções mais seguras, como os títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries).

Além disso, as bolsas respondem a uma realização de lucros. A Bovespa fechou em nível recorde por quatro vezes na semana passada. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou ontem perto de seu nível recorde. Às 16 horas (de Brasília), o Dow Jones cedia 0,73% e o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, caía 0,91%.

A queda nas taxas futuras de juros no Brasil, porém, foi determinada por poucos negócios, já que a expectativa pelo pronunciamento de Ben Bernanke travou os mercados pela manhã. Mas Bernanke, ao contrário do esperado, não falou sobre política monetária, e por isso seu discurso não influenciou os negócios na parte da tarde.