O mercado de juros inicia o pregão sem tendência, aguardando a definição do comportamento dos negócios no exterior – que deve vir apenas às 14 horas, com a palestra do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, sobre inflação. A fala de Bernanke é considerada muito relevante e pode, na opinião de especialistas, ampliar a preocupação com o risco inflacionário nos EUA. Portanto, até que o presidente do Fed se pronuncie, os mercados adotarão cautela e não arriscarão assumir grandes posições.

Internamente, o presidente do Banco Central brasileiro também tem agenda pública prevista. Henrique Meirelles fará palestra na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), às 13 horas. Desde a semana passada, quando surgiram os rumores de que o BC faria encontros com profissionais de mercado e que, nessas reuniões, o tema meta de inflação poderia ser abordado, as atenções estão voltadas para os diretores da autoridade monetária.

A definição da meta de inflação de 2009, em 4,5%, e a sinalização deixada por Meirelles de que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode perseguir um objetivo mais conservador trouxeram muita indefinição ao cenário de política monetária. Portanto, qualquer pronunciamento de Meirelles sobre o tema deve provocar reação do mercado.

Às 10h15, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) mais negociado até o momento na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) – com vencimento em janeiro de 2010 – tinha taxa de 10,71% ao ano, de 10,66% na sexta-feira. Em seguida, aparece o DI para janeiro de 2009 a 10,70% ao ano (10,65% na sexta). Já o DI para janeiro de 2008 caía a 11,12% ao ano, ante 11,14% registrado anteriormente.