A taxa média de juro cobrada pelos bancos nas operações de empréstimo para pessoa física atingiu em maio deste ano o maior patamar desde abril de 2009, de acordo com levantamento da Fundação Procon-SP. As instituições financeiras cobraram um juro médio de 5,60% ao mês no empréstimo pessoal, superior ao 5,49% registrado em abril, e maior nível desde os 5,74% de 25 meses atrás.

O levantamento, feito por técnicos da Fundação Procon-SP, no último dia 4 , envolveu as seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander. Tomando-se como base à variação anual de 2010, a modalidade empréstimo pessoal deu um salto. De janeiro a dezembro do ano passado, a taxa média do empréstimo pessoal acumulou 0,10 ponto percentual, enquanto que nos primeiros cinco meses deste ano já acumula 0,33 ponto percentual. Neste mês registrou a maior taxa média desde abril de 2009, quando alcançava 5,74%.

O cheque especial também apresenta um movimento ascendente, com 0,35 ponto percentual acumulado nos cinco primeiros meses do ano, ultrapassando o acumulado anual de 2010 (0,34 p.p.). A taxa média foi de 9,47%, superior à abril, que foi de 9,35%, significando um acréscimo de 0,12 ponto percentual.

Voltou ao mesmo patamar das taxas praticadas no segundo trimestre de 2003 (quando o país vivia uma piora das expectativas inflacionárias, fruto de incertezas na condução da política monetária e de uma conjuntura internacional desfavorável).

Confira as altas verificadas nas taxas de empréstimo pessoal:

HSBC – alterou de 4,5% para 4,99% a.m., o que significa um acréscimo de 0,49 ponto percentual, representando um aumento de 10,89% em relação ao mês anterior.

Santander – alterou de 5,63% para 5,99% a.m., o que significa um acréscimo de 0,36 ponto percentual, representando uma variação de 6,39% em relação à taxa de abril;

Itaú – alterou de 6,38% para 6,41% a.m., o que significa um acréscimo de 0,03 ponto percentual, representando aumento de 0,47% em relação à taxa do mês anterior.

Bradesco – alterou de 6,08% para 6,1% a.m., o que significa um acréscimo de 0,02 ponto percentual, representando aumento de 0,33% em relação à taxa de abril de 2011;

Banco do Brasil – diminuiu a taxa de empréstimo pessoal de 5,48% para 5,39% a.m., o que significa um decréscimo de 0,09 ponto percentual, representando queda de 1,64% em relação à taxa de abril de 2011.

As demais instituições – Caixa Econômica Federal (4,95%) e Safra (5,40%), mantiveram suas taxas.

Confira as altas verificadas nas taxas de cheque especial:

Caixa Econômica Federal – alterou de 7,31% para 7,95% a.m., o que significa um acréscimo de 0,64 ponto percentual, representando um aumento de 8,76% em relação à taxa de abril de 2011;

HSBC – alterou de 9,8% para 9,95% a.m., o que significa um acréscimo de 0,15 ponto percentual, representando uma variação de 1,53% em relação à taxa do mês anterior;

Itaú – alterou de 8,96% para 8,99% a.m., o que significa um acréscimo de 0,03 ponto percentual, representando um aumento de 0,33% em relação à taxa de abril/11;

Santander – alterou de 9,96% para 9,99% a.m., o que significa um acréscimo de 0,03 ponto percentual, representando um aumento de 0,3% em relação à taxa de abril de 2011;

Bradesco – alterou de 8,83% para 8,85% a.m., o que significa um acréscimo de 0,02 ponto percentual, representando uma variação de 0,23% em relação à taxa do mês anterior;

Os demais bancos – Banco do Brasil (8,27%) e Safra (12,3%), mantiveram suas taxas de cheque especial.