Pelo segundo mês consecutivo, os juros cobrados das pessoas físicas e jurídicas se mantiveram estáveis em julho, segundo levantamento divulgado ontem pela Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças). Para a pessoa física, a taxa média de juro se estabilizou em 7,66% ao mês – mesmo patamar apurado em maio e junho. Para a pessoa jurídica, a taxa média mensal de juro ficou em 4,50%.

Para a Anefac, essa estabilidade é reflexo da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que no mês passado manteve inalterada a taxa de juros básica, a Selic, em 19,75% ao ano, após nove altas consecutivas.

Nas taxas para a pessoa física, a Anefac verificou que três das seis linhas pesquisadas mensalmente foram elevadas: cartão de crédito, cheque especial e CDC-bancos. Por outro lado, houve queda no juro médio de linhas de crédito para a pessoa física: empréstimo pessoal bancário e empréstimo concedido pelas financeiras. Já os juros do crediário ficaram estáveis em 6,13% ao mês.

Entre as modalidades que registraram alta nos juros, a maior elevação de julho foi observada no CDC bancário, cuja taxa média mensal subiu 0,82% de junho para julho, passando para 3,67%. No cartão, a taxa média mensal subiu 0,58%, passando de 10,26% em junho para 10,32% em julho. O juro do cheque especial aumentou 0,24%, passando de 8,22% para 8,24% ao mês de junho para julho.

Entre as linhas que reduziram o juro médio, a maior queda, de 0,51%, ocorreu no empréstimo bancário, que atingiu 5,8% ao mês em julho. A taxa média do empréstimo das financeiras caiu 0,25% frente a junho, passando para 11,82% ao mês em julho.

Pessoas jurídicas

Nas linhas de crédito voltadas para as empresas, duas foram elevadas – desconto de cheques e capital de giro – e duas foram reduzidas: desconto de duplicatas e conta garantida. Na média, a taxa de juros ficou estável em 4,50% ao mês em julho.

A maior queda foi verificada na linha de conta garantida, onde o juro médio mensal recuou 0,52% na comparação com junho, atingindo 5,71% ao mês em julho. No desconto de duplicatas, a queda foi de 0,51%, passando para 4,50% ao mês.

No lado oposto, a maior alta foi verificada na linha de capital de giro, onde o juro médio mensal subiu 0,94% na comparação com junho, alcançando 4,31% ao mês em julho. No desconto de cheques, a alta foi de 0,50%, passando para 4,06% ao mês.