Foto: Daniel Derevecki

Quebra de safra eleva preços, como já foi o caso da leguminosa.

O Sistema Meteorológico Simepar registrou chuvas abaixo da média na maior parte dos municípios do Paraná durante o mês de março, principalmente na região centro-oeste. Somente em algumas cidade do norte e do leste do Estado as precipitações foram consideradas normais.

Embora ainda não tenham sido registradas perdas significativas nas plantações do Paraná, os engenheiros agrônomos dizem que a situação é preocupante pois, caso não chova nos próximos dias, as lavouras de feijão (segunda safra) e de milho safrinha podem ser afetadas pela seca. O trigo, que será plantado em abril, também poderá sofrer com a falta de chuva.

Segundo o Simepar, em janeiro e fevereiro as chuvas ocorreram num volume alto em toda a região leste do Paraná, mas deixou a desejar nas regiões noroeste, centro e sul. Duas situações prejudiciais para as lavouras, na opinião da meteorologista Sheila Paz. ?Quando fica muito tempo sem chover e acaba chovendo muito em um dia, é ruim para a agricultura. Pois quando chove demais a água escoa, não chega a ser absorvida pelo solo?, disse. Já os temporais podem acabar com plantações. ?O ideal seria chuvas mais distribuídas, e não irregulares, como tem ocorrido?, explicou.

O engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab), Otmar Hubner, afirmou que a situação é preocupante, pois o milho safrinha já está todo plantado e foram colhidos apenas 18% do feijão segunda safra. Ele explicou que o excesso de chuvas no início do ano prejudicou algumas lavouras de feijão, mas com outras plantações isso não tem acontecido.

A previsão do Simepar é de chuvas nos próximos três dias no leste e região dos Campos Gerais do Paraná. Na próxima terça-feira deve chover no norte, oeste, Campos Gerais e região central do estado. Mas segundo Sheila, as chuvas devem ser irregulares, pontuais, e tendem a se intensificar se houver temperaturas altas.