Brasília

  – Há pouco mais de três anos, quando começaram a ser produzidos no Brasil, os genéricos costumavam ter preços cerca de 50% mais baixos que os remédios de marca. Por isso, foram considerados pelo governo uma das armas para forçar uma queda no preço dos medicamentos. Agora, uma pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostra que já há casos em que um genérico chega a custar 133% a mais que seu correspondente de marca.

A constatação foi feita em uma pesquisa da Anvisa com 1.024 produtos, em que foram encontrados 15 genéricos com preços maiores que os remédios tradicionais. O antiinflamatório Cetoprofeno, por exemplo, custa R$ 203,93, enquanto o correspondente de marca custa R$ 87,50, o que representa uma diferença de 133,06%. Já a solução oftálmica Maleato de Timolol custa R$ 12,96, enquanto o produto de marca Timoptol custa R$ 8,19, uma diferença de 58%.

Os fabricantes argumentam que a competição criada pelos medicamentos no mercado foi tão intensa que os fabricantes de produtos de marca acabaram baixando os preços de seus remédios para ficarem mais baratos até mesmo que os genéricos.

A pesquisa da Anvisa revela ainda que o broncodilatador Acebrofilina custa 45% mais barato que seu produto de marca, o Brismucci. Já o antivirótico Aciclovir custa 51,24% menos que seu produto de marca, Zovirax.

A Anvisa tem hoje registrados 789 genéricos, sendo 663 produtos para a venda em farmácia e outros 126 de uso hospitalar. Do total registrado, 653 produtos já estão sendo comercializados em 1.181 apresentações.