O leilão de energia nova, marcado pelo governo para o próximo dia 17 de dezembro, tem 81 empreendimentos cadastrados que, somados, terão capacidade para gerar 19.168 megawatts (MW). Neste leilão, serão disputados contratos de fornecimento de energia a partir de 2014, o chamado leilão A-5.

Em entrevista para comentar os dados, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, destacou hoje que, com base nos tipos de usinas cadastradas, é possível dizer que o evento marcará a volta do gás natural aos leilões de novos empreendimentos, já que, nas últimas ocasiões, devido à escassez do produto, predominaram as usinas a óleo. Segundo ele, 49 térmicas movidas a gás se registraram. Somadas, elas têm capacidade para produzir 15.015 MW, a maior parte do total inscrito para participar do leilão.

O governo também pretende oferecer no leilão concessões para que os investidores construam e operem sete novas hidrelétricas, num total de 905 MW. Tolmasquim, entretanto, ponderou que, para que essas sete usinas novas possam ser ofertadas no leilão, é necessário que elas consigam, até o dia 12 de novembro, a licença ambiental prévia junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “Até agora, nenhuma delas tem licença”, disse.

Além das hidrelétricas de maior porte, foram cadastradas no leilão 12 pequenas centrais hidrelétricas que somam 201 MW, além de seis usinas movidas a bagaço de cana (344 MW), quatro térmicas a carvão mineral nacional (1.690 MW) e três usinas movidas a carvão importado (1.014 MW). A EPE anunciará no dia 2 de dezembro a relação das usinas que foram efetivamente habilitadas a participar do leilão.