O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse hoje que prevê números robustos para o mercado de trabalho formal até o final deste ano. “Teremos recordes sucessivos (na geração de emprego) para o mês até o final do ano”, afirmou. Segundo ele, os números serão positivos porque a indústria já está superando a capacidade de produção e o mercado consumidor também continua forte. Habitualmente, Lupi costuma fazer críticas a elevações de juros pelo Banco Central, mas dessa vez ele fez referência direta ao presidente da autoridade monetária. “Até Henrique Meirelles está otimista. Se ele está otimista, estou no céu”, comparou.

Lupi avaliou que os números de julho sobre o mercado de trabalho, divulgados nesta tarde, mostram uma certa acomodação do setor em um patamar elevado. Pelos dados do Caged, houve no mês 181.796 novas vagas de trabalho líquidas. Em números absolutos, o montante é superior ao registrado em idêntico mês do ano passado (138 mil vagas líquidas), mas inferior ao saldo de empregos formais verificados em junho (213 mil). “Mesmo não sendo um recorde para o mês, é um número muito próximo aos recordes”, afirmou. Ele se referia ao saldo de 203 mil vagas criadas em julho de 2008 e de 202 mil postos de trabalho obtidos em julho de 2004 – os números mais robustos para o mês da série histórica do Caged.

O saldo líquido de 181.796 empregos criados com carteira assinada no País em julho se deveu à diferença entre as 1,614 milhão de admissões e os 1,432 milhão de desligamentos no período, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje.

No mês passado, o setor de serviços foi o que registrou o maior saldo de criação de empregos formais, com 61.606 novas vagas, recorde para julho. “O bom resultado está ligado ao período de férias, que tem grande contratação em serviços como restaurantes e hotelaria”, afirmou Lupi.

No período, o saldo de contratações da indústria de transformação, que paga os melhores salários, foi de 41.530 vagas. “O emprego no setor de serviços está crescendo mais porque, ao contrário da indústria, normalmente demanda menor especialização”, acrescentou Lupi.

Segundo o ministro, as 38.382 vagas criadas em julho na construção civil, também recorde para o mês, refletem a demanda do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, além do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outros investimentos privados.

Já os comércios varejista e atacadista registraram a criação de 28.250 postos formalizados em julho. “O crescimento no setor deve ser acentuado no segundo semestre, com a criação de vagas temporárias, mas com carteira assinada”, completou Lupi.