São Paulo – O preço do macarrão deve sofrer reajustes de 5% a 8% nos próximos dias por conta da alta acentuada do preço do trigo. A projeção é da diretora-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), Eliane Kay. De acordo com dados da entidade, o preço do trigo em grão subiu de 20% a 25% nos últimos dois meses, em razão da entressafra na Argentina (um dos principais fornecedores ao mercado brasileiro) e da quebra na safra de soja, fator que diminui a pressão para desovar o trigo rapidamente, uma vez que os dois grãos dividem os mesmos silos.

“Não conseguiremos absorver mais esse custo, que se soma ao impacto da Cofins e ao aumento da energia elétrica em algumas regiões do País”, comenta Eliane, lembrando do reajuste anunciado no início do mês pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Centrais Elétricas Mato-grossenses (Cemat) e Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul).