Rio

(AE) – Apesar de estimar um volume de investimentos diretos estrangeiros este ano da ordem de US$ 16 bilhões, inferior ao esperado pela média do mercado e 29,2% a menos que no ano passado, o BBV acredita que em 2003 esses investimentos possam atingir cerca de US$ 19 bilhões, “se não houver renegociação de dívida”, disse o economista do banco Fernando Honorato Barbosa.

“O crescimento dos investimentos depende não do nome do presidente eleito, mas de o próximo governo manter o compromisso com os pilares da macroeconomia – superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação”, afirmou.

Rolagem

De acordo com Barbosa, é difícil que a rolagem da dívida privada brasileira sofra uma redução maior do que a já verificada até abril. Segundo gráfico do BBV, a renovação da dívida em notes, commercial papers e crédito comercial de fornecedores caiu para 68,5% do total de vencimentos e a de empréstimos diretos se reduziu para 79%. Isso porque a maior parte da dívida privada brasileira é detida por grandes empresas com acesso relativamente fácil ao mercado de capitais internacional, e não há no cronograma meses com especial e preocupante concentração de vencimentos.

Ele afirmou que as obrigações externas do setor público já foram quase totalmente asseguradas com a emissão de US$ 4,4 bilhões em títulos no início do ano e os empréstimos recentes dos organismos internacionais, como o Bird e o BID, num total de US$ 1,6 bilhão.