O número de empresas do setor de serviços que pretendem reduzir investimentos nos próximos 12 meses aumentou no segundo trimestre de 2015. O porcentual atingiu 17%, segundo a Sondagem de Investimentos divulgada nesta quarta-feira, 17, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). No quarto trimestre de 2014, primeira vez em que as intenções do setor foram investigadas, essa fatia era de 10%.

Por outro lado, a quantidade de empresas de serviços que pretendem aumentar investimentos nos próximos 12 meses diminuiu de 34% no último trimestre do ano passado para 23% neste segundo trimestre, informou a FGV.

Em relação aos últimos 12 meses até o segundo trimestre, 20% das empresas ligadas à atividade reduziram aportes na comparação com os 12 meses anteriores. Outras 27% ampliaram o volume de recursos aplicados para esse fim. Os números mostram deterioração em relação ao fim do ano passado, quando 32% declararam ter aumentado investimentos e 13%, diminuíram.

Hoje, 32% das empresas de serviços não têm nenhum programa de investimentos. Outros 32% desejam aperfeiçoar, modernizar ou racionalizar o processo produtivo. Também estão nos planos de algumas expandir a capacidade de produção (22%) e substituir máquinas, equipamentos ou instalações (14%).

Comércio

O número de empresas do comércio que pretendem reduzir investimentos nos próximos 12 meses aumentou no segundo trimestre de 2015, atingindo porcentual de 15%. No quarto trimestre de 2014, essa fatia era de 10%.

Já a quantidade de empresas do comércio que pretendem aumentar investimentos nos próximos 12 meses diminuiu de 44% no último trimestre do ano passado para 27% neste segundo trimestre.

Em relação aos últimos 12 meses até o segundo trimestre, 11% das empresas ligadas à atividade reduziram aportes na comparação os 12 meses anteriores. Outras 29% ampliaram o volume de recursos aplicado para esse fim. Os números mostram deterioração em relação ao fim do ano passado, quando 42% declararam ter aumentado investimentos e 9% diminuíram.

Hoje, 29% das empresas do comércio não têm nenhum programa de investimentos. Outros 21% desejam aperfeiçoar, modernizar ou racionalizar o processo produtivo. Também estão nos planos de algumas expandir a capacidade de produção (34%) e substituir máquinas, equipamentos ou instalações (13%).

Construção

O número de empresas da construção que planejam reduzir investimentos nos próximos 12 meses cresceu no segundo trimestre de 2015. O porcentual atingiu 31%, segundo a FGV. No quarto trimestre de 2014 essa fatia era de 22%.

A quantidade de empresas da construção que pretendem aumentar investimentos nos próximos 12 meses diminuiu de 20% no último trimestre do ano passado para 15% neste segundo trimestre, informou a FGV.

Em relação aos últimos 12 meses até o segundo trimestre, 39% das empresas ligadas à atividade reduziram aportes na comparação os 12 meses anteriores. Outros 14% ampliaram o volume de recursos aplicado para esse fim. Os números mostram deterioração em relação ao fim do ano passado, quando 23% declararam ter aumentado investimentos e 26% diminuíram.

Hoje, 38% das empresas da construção não têm nenhum programa de investimentos. Outros 27% desejam aperfeiçoar, modernizar ou racionalizar o processo produtivo. Também estão nos planos de algumas expandir a capacidade de produção (14%) e substituir máquinas, equipamentos ou instalações (16%).

A Sondagem de Investimentos é um levantamento estatístico trimestral que fornece sinalizações sobre o rumo dos investimentos produtivos. A coleta de dados para a sondagem divulgada hoje ocorreu entre 01 de abril e 29 de maio. Foram ouvidas 554 empresas do setor da construção.