Medidas mais eficazes para minimizar os efeitos da crise econômica mundial estão sendo discutidos a todo momento. Sindicalistas, militantes, estudantes e representantes de instituições da sociedade civil chamaram ontem a atenção para a necessidade da manutenção de empregos e de investimentos como forma de sair da crise.

A manifestação, alusiva ao Dia Internacional de Luta em Defesa dos Empregados, lembrado ontem, passou pelas ruas do centro de Curitiba e fez paradas em frente às sedes da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e do Banco Central, além da Assembléia Legislativa.

Na Fiep, os manifestantes pediram que as indústrias não adotem a demissão de funcionários como alternativa para minimizar os efeitos da crise. No Banco Central, o pedido foi por uma queda ainda maior na taxa de juros.

Na Assembléia Legislativa, a intenção do protesto também era pressionar os deputados estaduais que votaram contra a PEC do Emprego, proposta pelo governo do Estado, a reverem as suas posições.

Também houve pedidos para a aprovação dos novos valores para o piso regional, que pode variar entre R$ 605 e R$ 629. “A mobilização quer chamar atenção para os efeitos da crise, que é econômica, mas também política. Está afetando a população diretamente”, afirma o diretor de mobilização da Força Sindical do Parabá, Nelson Silva de Souza.

Um dos reflexos da crise e do consequente desemprego está na educação, segundo Fabiana Zelinski, presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE), que também participou da protesto.

“Essa crise não é nossa. Nem dos trabalhadores, nem dos estudantes, nem das minorias. É a crise dos executivos internacionais. A educação é um dos primeiros itens que sofre cortes quando aparece uma crise. Mas a educação é a saída”, comenta.

De acordo com ela, instituições particulares de ensino de todo o País estão demitindo desde o início da crise. “Mas muitos empresários da educação pegam a crise como desculpa para cortar custos. A educação não é mercadoria”, avalia.