Brasília – O governo brasileiro não vê necessidade de alterar a política de câmbio neste momento, mesmo com a crise no mercado financeiro internacional, segundo avaliou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

"O câmbio está estabilizado em função das expectativas adversas do mercado internacional, na economia americana e do prejuízo de bancos, que são esperados. Então, o câmbio está se comportando razoavelmente bem", disse.

Mantega informou ainda que pela manhã as oscilações da moeda norte-americana não mostravam nenhuma pressão sobre o valor do real, fato considerado por ele uma pausa nesse tipo de transação.

O ministro da Fazenda indicou (deu a entender) que por enquanto as medidas adotadas pela equipe econômica são satisfatórias, como a compra de mais reservas e o controle sobre qualquer grande oferta de dólar no mercado, de modo a evitar uma depreciação bem maior da moeda norte-americana.

"O próprio aumento das importações, que diminui um pouco o saldo comercial [superávit]também ajuda. É claro que o saldo continuará elevado, porém um pouco menos do que no ano passado. Espera-se algo como US$ 40 bilhões a US$ 42 bilhões", afirmou.

Outro fator citado por Mantega para a redução de dólares no Brasil foram as remessas de lucros e dividendos para o exterior por empresas instaladas no País. Em setembro, esse valor chegou a US$ 1,686 bilhão, recorde histórico da série criada em 1947. Até o dia 22 de outubro, esse valor chegava a US$ 1,8 bilhão.