São Paulo ( AG) – Em encontro com empresários ontem pela manhã, na sede do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o presidente do BNDES, Guido Mantega, negou que as altas taxas de juros e a depreciação do câmbio possam comprometer o ritmo de crescimento da economia neste ano. Mantega citou o problema dos juros elevados três vezes. Depois da reunião com os empresários, em entrevista coletiva, ele afirmou que a Selic está hoje ?perto do máximo?.

?É claro que os juros mais altos podem frear um pouco o ritmo de crescimento. O Banco Central saberá o momento adequado para baixar a taxa de modo que a produção continue sendo estimulada?, disse o presidente do BNDES.

Mantega pediu ainda maior flexibilidade na meta de inflação para 2007, que deve ser definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no próximo mês. Segundo ele, a inflação brasileira tem especificidades importantes. A primeira delas é o fato de ter um peso muito grande dos preços administrados (tarifas públicas), que variam independentemente dos juros. Outra condição citada por Mantega é que boa parte da produção brasileira está ligada a commodities, cujo preço varia de acordo com suas cotações no mercado internacional.