O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que a expansão do PIB prevista para o segundo semestre terá uma taxa inferior aos 8,9% registrados nos primeiros seis meses de 2010, em relação ao mesmo período de 2009. O ministro afirmou que tem indicadores de agosto e setembro mostrando que o ímpeto de crescimento econômico na segunda metade do ano será menor.

Mantega fez a afirmação em resposta a uma pergunta sobre se o Banco Central (BC) não teria sido leniente ao interromper o ciclo de elevação da taxa básica de juros (Selic) num ambiente de crescimento econômico. Mantega afirmou que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que na quarta-feira manteve a taxa Selic em 10,75% ao ano, foi correta. “O BC tem feito movimentos adequados porque a inflação está abaixo das previsões”, avaliou.

Ele reiterou que o PIB fechará 2010 com crescimento em torno de 7%, o que significa que a economia no segundo semestre terá de crescer a uma taxa menor. E a inflação, de acordo com Mantega, encerrará 2010 com uma taxa ao redor de 5%. “Estamos satisfeitos com o nível de crescimento porque estamos gerando emprego”, afirmou.

Mantega lembrou que a economia brasileira deverá receber no último trimestre deste ano um reforço de R$ 100 bilhões, por conta principalmente do pagamento do décimo terceiro salário.