Organizada pelas seis maiores centrais sindicais do País, a 6ª edição da Marcha da Classe Trabalhadora está ocorrendo em Brasília desde as 10 horas da manhã de hoje. Neste início de tarde, os manifestantes estão concentrados no gramado em frente ao Congresso Nacional, depois de marcharem por um trecho de aproximadamente quatro quilômetros ao longo da pista que dá acesso à Esplanada dos Ministérios.

De acordo com o Batalhão da Polícia Militar, cerca de 15 mil pessoas participam da manifestação. A expectativa das centrais sindicais, entretanto, era de reunir em torno de 30 mil trabalhadores na capital federal. O trânsito no local está bastante confuso devido à interdição de três das seis faixas de rolamento da pista que ficaram reservadas aos manifestantes.

Segundo o cronograma divulgado pelas assessorias das centrais sindicais, os presidentes das entidades vão se reunir no início da tarde com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, no gabinete da presidência. Às 16 horas, os sindicalistas se reunirão com o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

Nos encontros, os representantes das centrais sindicais vão entregar as reivindicações dos trabalhadores que integram a pauta da marcha. Entre elas estão a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, a aprovação do projeto de lei de valorização do salário mínimo (PL 01/07), a ratificação das convenções 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que regulamenta negociações com os servidores públicos, e da convenção 158 da OIT, que proíbe as demissões imotivadas. A pauta inclui ainda a exigência de discussões das regras de exploração do petróleo na camada pré-sal com representantes dos trabalhadores.