Depois de quase um ano fechado, o McDonald?s da Rua XV de Novembro (Boca Maldita) reabriu ontem as portas para o público. Com um investimento de R$ 600 mil na reestruturação, o restaurante traz como novidade o layout, com espaços mais aconchegantes. Além disso, a loja deixou de ser uma franqueada para ser operada pela própria corporação. Para o vice-presidente de relações institucionais do McDonald?s, Alcides de Mattos Terra Jr., a reinauguração do restaurante tem um sentido especial, porque foi a primeira unidade da rede no Paraná, inaugurada em 1989. ?É uma loja âncora, cartão-postal nosso?, disse. A loja está empregando cem pessoas, e a expectativa é atender 2 milhões de clientes por ano.

Com a reabertura do restaurante, a Grande Curitiba passa a contar com 14 lojas – sete franqueadas e sete próprias -, incluindo a de São José dos Pinhais. De acordo com o vice-presidente, o objetivo da rede não é o de ampliar novas unidades, mas atrair ainda mais clientes para as já instaladas. ?É uma estratégia mundial. A gente entende que há um bom número de restaurantes já instalados?, comentou. No mundo todo, há 31 mil lojas da rede. Só no Brasil, são 547 restaurantes, que faturam média de R$ 2,1 milhões por ano. O crescimento para este ano, segundo o executivo, é de 14% a 15% em relação ao ano passado.

Sobre a concorrência de outras redes que atuam também na linha de fast-food – entre eles o Burguer King, que chegou recentemente ao Brasil; o Giraffa?s e o Bob?s -, o vice-presidente do McDonald?s afirmou que todos estes ?trabalham nas mesmas regras.? A crítica recaiu sobre o comércio informal. ?O mercado de alimentação fora de casa é altamente informal. E o maior concorrente é o informal, que não recolhe tributos, não registra os funcionários, que compra matéria-prima sem controle sanitário?, criticou. ?Nosso maior desafio é trabalhar para formalizar estes estabelecimentos?, arrematou.