A venda de produtos manufaturados brasileiros para o exterior deve ter um desempenho melhor este ano do que o verificado em 2011. A expectativa foi apresentada hoje pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira. “A tendência é ter desempenho melhor de manufaturados do que no ano passado”, disse.

A secretária de comércio exterior da Pasta, Tatiana Prazeres, comentou que a alta das exportações em fevereiro foi fortemente influenciada pelos produtos industrializados. “As exportações foram claramente puxadas por manufaturados. Ao longo de todo o ano passado, os básicos é que puxaram. Neste momento, temos inversão desse perfil e isso nos chama a atenção”, comentou. Conforme Tatiana, as exportações brasileiras não eram puxadas por produtos manufaturados no primeiro bimestre de cada ano desde 2005.

Em relação às importações, a secretária ressaltou que a entrada de bens de capital foi o que mais se destacou. “Isso é reflexo de investimentos realizados no País, mas também houve crescimento das compras de bem de consumo”, salientou. Ela destacou ainda que, no mês passado, os automóveis não foram referência das importações. “Houve crescimento de apenas 0,1% das importações; elas se mantiveram estáveis”, afirmou.

De forma geral, conforme a secretária, houve aumento da participação de produtos industrializados na pauta do Brasil. “Houve aumento de valor e de quantidade de produtos industrializados”, disse. Segundo ela, o minério de ferro tende a perder relevância na pauta de exportações brasileiras este ano e outros produtos devem ganhar destaque na pauta do Brasil. Um dos itens que se classificam como básico e que promete crescer é o petróleo. “A combinação desses dois aspectos, maior valor exportado e maior participação, chama a atenção”.