O Palácio do Planalto publicou neste fim de tarde de terça-feira, 11, em suas redes sociais um vídeo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no qual ele resume os últimos anúncios feitos pela equipe econômica e repete que o governo projeta um retorno de superávits primários a partir de 2020.

Ele inicia a fala lembrando que o déficit primário do governo federal no ano passado foi de R$ 154 bilhões e que a meta para este ano é de um déficit de R$ 139 bilhões. E que, na semana, passada, a equipe econômica revisou a meta para 2018 de um déficit de R$ 79 bilhões para um saldo negativo em R$ 129 bilhões. Para 2019, o déficit foi estimado em R$ 65 bilhões, com um superávit de R$ 10 bilhões apenas em 2020.

“Por que está tendo déficit? Porque nos últimos anos o País entrou numa crise, o emprego caiu, a economia caiu, o lucro das empresas caiu, o resultado do governo e a arrecadação caiu. O governo aumentou muito as despesas nos últimos anos e isso fez com que o País tivesse um déficit. O importante é que isso está caindo e daqui a pouco vai ter um superávit”, afirmou o ministro.

O ministro voltou a dizer que o Brasil está saindo da pior recessão de sua história, mas frisou que o resultado das contas públicas estaria melhorando. “É normal que as empresas em uma recessão como esta, mesmo as melhores, mostrem prejuízo. O importante é que o resultado está melhorando, o prejuízo esta reduzindo e haverá superávit à frente”, completou.

Para Meirelles, com a recuperação da economia e a geração de emprego e renda, as pessoas e as empresas poderão voltar a pagar tributos reforçando a arrecadação federal. “O que o governo não está fazendo é aumentar impostos e aumentar a carga sobre a sociedade. Houve a eliminação de algumas isenções e desonerações que não estavam funcionando, mas o governo não está aumentando impostos de maneira generalizada. O governo está cortando despesas, que é o que o Brasil precisa”, concluiu.