O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), defendeu nesta terça-feira (19) a manutenção da meta de inflação em 4,5% em 2009, tema que será discutido e decidido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na semana que vem. "A atual meta é ambiciosa para o padrão histórico do Brasil e apropriada para a nossa economia", disse.

Segundo ele, o fato de a inflação atualmente estar abaixo do centro da meta prevista para o ano (4,5%) também não justifica uma redução do objetivo perseguido pelo BC e é conseqüência, segundo ele, da apreciação cambial. "À medida que o câmbio se estabiliza, pode-se trabalhar tranqüilamente com esta meta e com o intervalo de tolerância atualmente definido (dois pontos porcentuais para cima ou para baixo)", disse.

O senador, que no passado criticou a desaceleração do ritmo de queda na taxa de juros, agora elogiou o corte de meio ponto porcentual da Selic, ocorrido na reunião deste mês do Comitê de Política Monetária. Ele também elogiou a decisão do BC de reduzir o limite de exposição cambial dos bancos tomada este mês. "Foi prudente esta decisão."

Mercadante reconheceu que a balança comercial, a melhora nos indicadores macroeconômicos do País e a queda do risco têm influenciado o processo de valorização do real. Ele ponderou, no entanto, que também há um componente especulativo no ingresso de recursos para o País e que a decisão do BC de diminuir o espaço para exposição em câmbio ajuda a contê-lo. "A decisão do BC é de mercado e vai na direção correta", emendou.

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, agradeceu os elogios do senador petista, que, em outras ocasiões, foi mais duro com a direção da autoridade monetária.