Foto: Arquivo/O Estado

Sem crise da gripe aviária, avicultura do Estado se recompõe, exporta e vende mais.

O mercado interno vem dando fôlego extra para a avicultura paranaense. Dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef) dão conta de que o consumo per capita de frango neste primeiro trimestre de 2006 já é 13,59% superior ao mesmo período do ano passado. Neste primeiro trimestre, o consumo per capita chegou a 39,06 kg. O setor fechou o ano de 2005 com um consumo per capita de 35,5 kg.

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, essa elevação comprova que o frango ?é a proteína animal mais acessível e de melhor qualidade que pode compor a mesa dos brasileiros?.

Exportações

Já os números de exportação de frango do Paraná no último mês de maio em comparação a abril apontaram o que o setor de avicultura esperava. As exportações do Estado apresentaram queda de 4,49% no valor exportado e de 7,86% no volume enviado ao exterior. Em abril, o Paraná exportou US$ FOB 54,56 milhões. Já em maio, esse valor chegou a US$ FOB 52,11 milhões. Em quilos, o Estado exportou 53,18 milhões em abril e 49 milhões em maio.

Martins explica que ?apesar da queda nas exportações, a performance do setor está dentro da esperada?. Ele afirma que a avicultura de corte segue o que rege a lei da oferta e da procura. ?O mercado é quem dita as normas para a avicultura?, completa.

Abates

Depois da queda de 21,07% registrada em abril (com relação a março), o abate de aves no mês de maio voltou a ter um crescimento, de 10,66% em relação a abril. Em abril foram abatidas 71.691.769 cabeças. Já em maio, esse número chegou a 79.340.241 cabeças. Martins explica que o crescimento foi resultado do fato de que o abate incluiu também matrizes e aves com idade menor.

Os números de alojamento, segundo dados da Apinco, tiveram queda. Em março, o Paraná tinha 77.926.179 cabeças alojadas. Em abril (dado mais atualizado), esse número caiu para 73.804.083. O Estado acompanha a tendência do País. Em março, o Brasil tinha 340.257.059 cabeças alojadas. Em abril, esse número caiu para 332.530.453.