O mercado de juros iniciou os negócios nesta terça-feira ainda de mau humor, com taxas em alta expressiva em todos contratos. Os títulos de Depósito Interfinanceiro (DI) mais longos seguem pressionados pela aversão ao risco que determina a zeragem de posição por parte de investidores que vinham carregando grandes posições vendidas. Segundo operadores, é possível observar a saída tanto de investidores locais como de estrangeiros, cada vez mais avessos ao risco prefixado.

Às 10h28, os contratos de DI para janeiro de 2010, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros, tinha taxa de 12 28% ao ano, ante 12,13% ontem. Já a taxa para o DI de janeiro de 2009 era de 11,96%, ante 11,88% da véspera.

A curva de juros reflete com mais clareza também a piora do cenário para a política monetária local. Ontem, a reunião de diretores do Banco Central com economistas em São Paulo reforçou a avaliação de que o ritmo de queda da Selic deve ser reduzido em setembro ou, ainda, interrompido. Nos contratos curtos, cresceu, inclusive, a precificação de estabilidade da Selic em setembro. O pessimismo aumentou tanto que houve alguns profissionais que levantaram a hipótese de haver alta dos juros – teoria que não é considerada razoável pela grande maioria dos analistas e operadores de mercado.