Na primeira divulgação do ano da pesquisa Focus, apresentada pelo Banco Central, as projeções das 100 instituições financeiras para os principais indicadores econômicos não trouxeram novidades. O mercado manteve as expectativas para inflação, câmbio, juros e Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.

A previsão para a inflação em 2008, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), manteve-se em 4,3% no relatório semanal Focus, estável em relação aos número da semana passada. Para 2007, o mercado elevou, pela sétima semana consecutiva, a expectativa do IPCA, passando de 4,36% para 4,39%.

O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação. O centro da meta de inflação para 2007, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. Para o ano de 2008, o centro da meta de inflação também é de 4,5%, com os dois pontos de margem.

Para a taxa básica de juros, a Selic, o mercado financeiro prevê que o Comitê de Política Monetária (Copom) promova cortes menores e mais espaçados, com a Selic encerrando 2008 em 10,75% ao ano – projeção mantida há duas semanas.

No mercado de câmbio, as instituições financeiras mantiveram, pela sétima semana consecutiva, a previsão de que o dólar encerre 2008 cotado a R$ 1,80.

Nos números referentes ao crescimento da economia brasileira, o mercado financeiro manteve a projeção estável em 4,5% para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, mas promoveu uma pequena elevação na previsão do PIB de 2007, que passou de 5 19% para 5,2%.

Quanto à balança comercial brasileira, a previsão do mercado é de um superávit de US$ 31,9 bilhões em 2008, valor menor que os US$ 31,94 bilhões estimados na semana passado, e saldo negativo de US$ 4,35 bilhões na conta corrente deste ano. A projeção para os investimentos estrangeiros diretos (IED) permaneceu em US$ 33 bilhões para 2007 e subiu de US$ 27 bilhões para US$ 27,5 bilhões em 2008.