O Parlamento do Mercosul criou nesta terça-feira (7) uma comissão especial destinada a acompanhar os programas nacionais de cada Estado-Parte e os programas regionais porventura existentes de combate à febre aftosa. A sugestão partiu do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e do deputado Claudio Diaz (PSDB-RS). A comissão terá 60 dias para produzir um relatório sobre suas atividades.

A comissão especial será composta por três representantes de cada país. Pelo Brasil, foram indicados o senador Romeu Tuma (DEM-SP) e os deputados Max Rosenmann (PMDB-PR) e Claudio Diaz, sendo que este último coordenará a representação brasileira na comissão. As informações são da Agência Senado.

Na justificação da proposta, Mercadante e Diaz destacam a importância do controle sanitário para a participação dos produtos agropecuários da região do Mercosul no mercado internacional e lembram as enormes perdas financeiras para os produtores rurais decorrentes da incidência de febre aftosa em países do Mercosul. Eles citaram a identificação recente de foco de febre aftosa na Inglaterra. Na avaliação dos parlamentares, essa evidência "pode implicar novas posturas nas negociações entre o Mercosul e a União Européia".