A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, apoiou a ideia de um Fundo Monetário Europeu para ajudar países problemáticos da zona do euro, mas observou que detalhes sobre como financiar um organismo como esse e sobre qual será o poder que ele terá ainda precisam ser discutidos. Merkel disse também que tal fundo, que vai exigir mudanças nos tratados da União Europeia, precisará ser acompanhado por meios de aplicar represálias aos países da zona do euro com déficits orçamentários crescentes. “Eu acho a ideia boa e interessante”, disse.

A chanceler acrescentou que a zona do euro está vivendo uma situação que nunca quis viver. Merkel observou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia podem atualmente ajudar países europeus de fora da zona do euro, mas não têm esse instrumento para fornecer ajuda a países da zona do euro. “Se nós queremos ajudar, temos de expandir os poderes”, disse Merkel.

Merkel também afirmou que os swaps de default de crédito (CDS, na sigla em inglês) não podem ser banidos, mas acrescentou que a transparência precisa ser maior para ajudar a limitar a especulação contra países com altos déficits. A chanceler acrescentou que um acordo europeu sobre isso não será suficiente sem suporte dos EUA.

Questionada sobre a Grécia, Merkel não quis comentar sobre possíveis canais de ajuda e afirmou que atualmente não há uma emergência que peça ajuda direta. “Por sorte, a situação de incapacidade imediata para pagar não é o caso”, disse. A chanceler falou também que a Alemanha está disposta a expandir os poderes do escritório de estatísticas da União Europeia, o Eurostat. As informações são da Dow Jones.