O aumento das despesas do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) de janeiro a agosto deste ano já é maior do que no mesmo período do ano passado, quando o governo adotou uma política fiscal anticíclica para estimular o crescimento da economia, em meio à crise mundial. Essa política teve como base o aumento das despesas do setor público e a adoção de desoneração tributária.

Mesmo com o fim da crise, as despesas do governo central ao longo de 2010 apresentaram crescimento de 17,2% sobre o mesmo período de 2009. No ano passado, as despesas acumuladas de janeiro a agosto cresciam a um ritmo de 16,2%.

No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, as despesas com pessoal apresentam uma expansão de 9,1%. No mesmo período, as despesas com investimento atingiriam R$ 28 bilhões, com crescimento de 62%. As despesas com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que podem ser abatidas na meta de superávit primário (economia para o pagamento dos juros da dívida pública), atingiram R$ 11,897 bilhões, com alta de 54% nos primeiros oito meses do ano. Por outro lado, as receitas do Banco Central apresentaram crescimento de 16,2% ante o acumulado de janeiro a agosto de 2009. No mesmo período do ano passado, essas receitas tiveram queda de 0,8%.