No ?round? das negociações salariais, o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba tem, hoje, reunião decisiva com o sindicato que representa as montadoras (Sinfavea), marcada para às 13h30, na Federação dos Metalúrgicos. A expectativa é que as montadoras apresentem, finalmente, uma contra-proposta à pauta de reivindicações da categoria. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Cláudio Gramm, não está descartada possível deflagração de greve nas montadoras na semana que vem.

“Vamos fazer assembléias na sexta e no sábado. Dependendo das decisões, poderemos paralisar”, avisou Gramm. Na Grande São Paulo, metalúrgicos e montadoras fecharam acordo no último final de semana, contemplando o reajuste salarial de 10% (reposição da inflação mais aumento real) para quem recebe até R$ 6 mil – e reajuste fixo de R$ 600 para quem recebe acima -, além de piso salarial de R$ 850 em todo o estado – o que corresponde a aproximadamente 15% de reajuste.

“O acordo fechado em São Paulo vai servir como base aqui”, afirmou Gramm. A proposta do Sindicato dos Metalúrgicos do Paraná é a mesma de São Paulo, com algumas diferenças regionais. “A produtividade aqui foi maior que a média nacional. Portanto, queremos reajuste salarial igual ou até maior que em São Paulo”, arrematou Gramm. Além disso, no Paraná o piso salarial pleiteado é de R$ 1,2 mil.