Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, acredita que a entrada na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode ser interessante para o Brasil. Segundo ele, o Brasil não quer influir no preço internacional do petróleo, mas gostaria de participar do planejamento de políticas para o setor.

?Se o Brasil está pensando em participar de um cartel que vai ter o objetivo que teve no passado, de manter os preços altos, creio que não seria nossa visão?, afirmou ontem (25) na cidade suíça de Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial. ?Agora, o Brasil quer participar de um grupo de países que pode ter uma influência na política petrolífera que tem a ver também com as necessidades de abastecimento dos países mais pobres? Pode ser?, complementou.

Em novembro, durante a Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, em Santiago do Chile, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que o Brasil poderá integrar a Opep após a descoberta das reservas de petróleo e gás pela Petrobras na Bacia de Santos (SP), que colocam o país entre os dez maiores produtores do mundo. Na ocasião, Lula chegou a afirmar que, caso entrasse na Opep, o Brasil defenderia a redução do preço do petróleo.