O ministro espanhol da Fazenda e Administração Pública, Cristóbal Montoro, apelou à União Europeia para que ajude o setor bancário de seu país, durante entrevista a uma rádio local. O titular da Fazenda espanhola não especificou a quantidade de dinheiro necessária.

“Não é uma cifra muito alta, nem é excessiva”, acrescentou, em declaração reproduzida pelo jornal “El País”. O diário espanhol citou uma estimativa de 40 bilhões de euros (US$ 50 bilhões), divulgada pelo presidente do banco Santander (um dos maiores grupos bancários do país), Emilio Botín. A declaração de Montoro representa a primeira admissão de autoridade de primeiro escalão do governo de Madri de que o país, uma das maiores economias do bloco do euro, precisa de ajuda externa.

Madri tem resistido a aceitar recursos financeiros da União Europeia, tentando evitar a entrada em um “clube” do qual já fazem parte Grécia, Portugal e Irlanda. Na mesma entrevista, o próprio Montoro afirmou que seu país não era “resgatável”, “no sentido técnico do termo”, querendo dizer que o bloco europeu não teria condições de oferecer um pacote de ajuda financeira à Espanha nos mesmos moldes do oferecido (e aceito) por gregos, portugueses e irlandeses.

O setor bancário espanhol, no entanto, é um alvo de grande preocupação mundial, praticamente comparável à possível saída grega da zona do euro. Carregadas de “créditos podres”, as instituições financeiras da nação ibérica estavam bastante fragilizadas, num processo que já culminou com a controversa intervenção estatal no quarto maior banco do país, o Bankia.